A parceria internacional entre a Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e a Universidade de Antióquia na Colômbia (Udea), obteve registro de um novo software, o Algid (Automatic Learning GUI for Image Detection). O registro oficial junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) garante proteção legal, reconhecimento de autoria e respaldo institucional à tecnologia desenvolvida.
Imef realiza mais uma edição do Seminários de Física
Aberta votação popular da 13ª edição do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social
Oceantec promove Workshop de integração do RS Talentos
O software foi desenvolvido para identificar e quantificar microalgas a partir de imagens obtidas por câmeras de celulares convencionais acopladas a microscópios, utilizando técnicas de aprendizado de máquina (Inteligência Artificial). O software, a partir de centenas (ou milhares) de imagens rotuladas, identifica padrões matemáticos que permitem reconhecer e contar microalgas com precisão. A nova ferramenta proporciona mais agilidade, precisão e padronização na identificação de microalgas e é promissora para pesquisas em ficologia, ecologia e monitoramento ambiental.
O registro consolida uma colaboração científica voltada ao desenvolvimento de soluções inovadoras para a pesquisa científica. O trabalho reuniu pesquisadores do Grupo de Electrónica de Potencia, Automatización y Robótica (Gepar), liderado pelo professor David McCann, da Udea; do Grupo de Pesquisa em Biomonitoramento e Ecotoxicologia Aquática (Ecobiotox), liderado pela professora Camila Martins, da FURG; e do Laboratório de Microalgas, de responsabilidade do dr. Pablo Guimarães, da FURG.
A colaboração teve início a partir da experiência da egressa do Programa de Pós-Graduação em Biologia de Ambientes Aquáticos Continentais (PPGBAC) da FURG, Yarin Tatiana Puerta, engenheira ambiental formada pela Udea. Durante seu mestrado, orientado pela professora Camila, a pesquisadora Yarin percebeu as dificuldades e o tempo demandado pelas contagens de microalgas em laboratório. Ao retornar à Colombia, Yarin foi contratada pela Udea e propôs a parceria que deu origem ao software, transformando um problema prático em uma solução inovadora.
Como próxima etapa, os pesquisadores pretendem continuar aprimorando o software, ampliando sua validação para outras espécies de microalgas e incorporando também a identificação de cianobactérias. Com isso, espera-se expandir o potencial de aplicação da ferramenta.