As primeiras horas da manhã desta segunda-feira, 6, ficaram marcadas por um grande fluxo de pessoas entrando e saindo das dependências do Cidec-sul. A movimentação se deu em razão do primeiro credenciamento da semana, que abriga a extensa programação de três dos maiores eventos da América Latina na área de jogos, entretenimento digital, computação gráfica e realidade virtual: 22º SBGames, Sibgrapi e o SVR.
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Além do C3 e do Cidec-sul, também apoiam a realização do evento a Fundação de Apoio (Faurg) e o Centro de Robótica e Ciência de Dados da FURG (iTec).
SBGames
Considerado o maior evento acadêmico da América Latina na área de Jogos e entretenimento digital, o Simpósio Brasileiro de Jogos e Entretenimento Digital (SBGames) chega à sua 22ª edição em 2023; anualmente reunindo pesquisadores, estudantes e empresários, no intuito de promover um espaço aberto para a discussão sobre o desenvolvimento de novos produtos e tecnologias para o ramo. De acordo com a SBC, espera-se mais de mil participantes de diferentes regiões do mundo.
Sua estrutura é composta por seis trilhas científicas, cada uma com sessões técnicas que cobrem áreas vitais para a discussão do tema, sendo elas: Artes & Design, Computing, Cultura, Educação, Indústria e Saúde. Além disso, a programação tem outras dez atividades incluindo apresentação de livros e tutoriais, concurso de teses e dissertações, palestras convidadas, festivais de jogos e de artes, fóruns de ensino e de esportes eletrônicos, e o evento Jogos, Equidade, Diversidade e Inclusão (Jedi).
Junto à asa norte do Cidec, foram dispostos uma série de totens interativos onde o público pode experimentar diversos jogos desenvolvidos por equipes participantes. A mostra é livre para todos os públicos.
Sibgrapi
Reunindo elementos da computação gráfica e visão computacional, reconhecimento de padrões e processamento de imagens, o Conference on Graphics, Patterns and Images (Sibgrapi), vem sendo promovido, anualmente, pelo Grupo de Interesse Especial em Computação Gráfica e Processamento de Imagens (Cegrapi) da SBC, desde 1988. O evento consiste em uma conferência voltada para pesquisadores e profissionais que trabalham na área.
Neste primeiro dia, foram ofertadas oficinas e workshops sobre práticas inerentes à programação gráfica, além de plenárias e palestras com pesquisadores e professores da área, como o manager do Laboratório MIT-IBM Watson AI – localizado em Cambridge, Massachusetts (EUA), Rogerio Feris; e o professor da Universidade de Nova York, Qi Sun.
SVR
O Simpósio de Realidade Virtual e Aumentada (SVR), por sua vez, chega à sua 25ª edição como a principal conferência sobre realidade virtual e aumentada no Brasil. É organizado pelo Grupo de Interesse em Realidade Virtual (Cerv) da SBC. O evento é realizado em formato itinerante, anualmente, visando atingir todas as regiões do país, possibilitando assim a participação cada vez maior de pesquisadores, estudantes e profissionais de várias áreas acadêmicas, industriais e comerciais interessados nos avanços e aplicações da realidade virtual.
O SVR deu início a suas atividades com um curso de introdução à Realidade Virtual e à Realidade Aumentada. A ação, capitaneada pelos professores João Marcelo Teixeira (Ufpe) e Claudio Maurício (Unioeste), tinha por objetivo introduzir os temas, fornecendo aos participantes os conceitos fundamentais sobre ambas tecnologias.
Em seguida, no primeiro horário da tarde, os participantes puderam assistir a uma oficina que coloca os elementos anteriormente abordados em prática. A “Simuladores Imersivos”, coordenada pela professora Luciana Nedel (Ufrgs), tratou desta aplicação, comumente atribuída aos simuladores de voo; com a popularização dos óculos de realidade virtual, estes simuladores vêm sendo repensados para oferecer experiências diversas que vão desde o entretenimento até a ferramentas de treinamento para profissionais dos mais diversos segmentos.
Por fim, o primeiro dia da conferência encerrou suas atividades com a atividade “Visualização Imersiva”, ofertada pela professora Carla Maria Dal Sasso Freitas (Ufrgs). Nesta ação, os participantes puderam refletir sobre a captura de dados e o consequente desafio de visualizar essas informações. “Uma das alternativas recentemente exploradas é o uso de realidade virtual imersiva para aumentar os limites da visualização e facilitar a interação com os dados amostrados”, explicava o panfleto de divulgação.