Na sexta-feira, 6, foi aprovado pelo Conselho Universitário (Consun), a Política de Gestão de Riscos da FURG, cujo objetivo é orientar os processos de identificação, avaliação, tratamento, monitoramento e comunicação dos riscos inerentes às atividades da universidade. A Política visa ainda auxiliar na tomada de decisão em todos os níveis da instituição e contribuir para o alcance dos objetivos estabelecidos no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) e no Projeto Pedagógico Institucional (PPI).
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A resolução apresentada está em consonância com a legislação e normativas estabelecidas sobre o tema e adequada aos propósitos da instituição, conforme aponta o diretor de Planejamento da pró-reitoria de Planejamento e Administração (Proplad), Diego da Rosa, “a aprovação da Política de Gestão de Riscos é peça fundamental para a implementação da estrutura de governança, gestão de riscos e controles internos prevista na Instrução Normativa 01/2016 da Controladoria Geral da União (CGU), bem como à construção e implantação do Plano de Integridade da Universidade. Além do cumprimento da legislação vigente, a Política de Gestão de Riscos trará melhorias ao processo de tomada de decisão, possibilitando aos gestores acesso tempestivo a informações sobre os riscos aos quais a Universidade está exposta. Possibilitará também o aumento da probabilidade de cumprir os objetivos definidos no PPI e PDI devido às ações de avaliação e tratamento dos riscos. Essa melhoria no processo de tomada de decisões e consequente redução dos impactos negativos provocados pelos riscos, tendo vista o seu tratamento adequado, agregará ainda mais valor à FURG”.
A Política de Gestão de Riscos da FURG abrange os seguintes tipos de riscos: estratégicos; operacionais; de conformidade; financeiros/orçamentários; de imagem e de integridade.
O vice-reitor da FURG, Danilo Giroldo mencionou sobre a eficácia da Política para a administração da universidade e também do papel que desempenhará o assessor de gestão de riscos. “Nossa maior urgência estava na aprovação dessa Política para implantar o Comitê de Gestão de Riscos e o Comitê Operativo. Este é um trabalho complexo, que precisa estar alinhado a um grande conjunto de normativas, procedimentos e análises. A gestão de risco é ampla, pois ela preconiza o ganho da eficiência da universidade como um todo. Está prevista também a figura do Assessor Especial para a Gestão de Risco e Controle Interno, que vai desempenhar um papel importante ao trabalhar articulado com as unidades acadêmicas e administrativas para dar celeridade e atendimento às demandas da CGU e contribuir com a operacionalização da gestão de riscos. Assim, poderemos atender com mais eficiência não só às exigências da CGU, mas efetivamente fazer com que a Política de Gestão de Riscos se reflita em uma melhoria administrativa dentro da universidade”.
A operacionalização do Sistema de Gestão de Riscos da FURG se dará por instâncias responsáveis, como o Comitê de Governança, Riscos e Controle Interno; Comitê Operativo; grupos de trabalho e os gestores de risco. A Política estabelece ainda que toda unidade formalmente estabelecida no organograma da universidade deverá implementar, dentro de sua área de competência, procedimentos alinhados à gestão de riscos da FURG. Para isso, ocorrerão ações de capacitação de servidores através de um plano anual de capacitação, cursos promovidos pelos órgãos de controle internos e externos e palestras realizadas internamente pelos Comitês e agentes envolvidos na operacionalização.
O vice-reitor enfatizou que mapear os riscos dentre os inúmeros processos que ocorrem dentro da universidade é extremamente desafiador, por isso a importância de institucionalizar essa prática, “essa não é um política trivial, vamos implantar passo a passo, junto com o Comitê Operativo para que a política aconteça de forma efetiva”.
De acordo com a resolução aprovada pelo Consun, o desenvolvimento da Gestão de Riscos da FURG ocorrerá de forma gradual, priorizando o levantamento e a gestão de riscos inerentes aos processos mais críticos e respeitando a maturidade institucional sobre o tema. “Após a Resolução do Conselho, terão início os trabalhos de sensibilização e capacitação das unidades sobre o tema”, afirmou Diego da Rosa.