Inicia nesta segunda-feira, 7, as atividades referentes à Mostra da Produção Universitária (MPU) da FURG. Este, que é um dos maiores e mais significativos eventos da universidade, contou com uma emocionante cerimônia de abertura, ocasião em que se homenageou a professora aposentada, Cristina Zardo, que atuou junto ao Instituto de Ciências Biológicas (ICB) por 30 anos. Na oportunidade, foi lido o manifesto do Observatório de Ações Afirmativas da Região Sul a respeito da situação educacional do país por diversos movimentos de representatividade local. Por fim, realizou-se uma mesa redonda sobre a construção de conhecimento a partir da ótica de docentes mulheres da instituição, contando com a participação das professoras Dinalva Sales, Simone Freire, Cristina Zardo e Janaína Lapuente.
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Às 9h, no Cidec-Sul, localizado no Campus Carreiros, diversos representantes dos mais variados setores da universidade, assim como representantes da comunidade discente da FURG, se reuniram para a abertura oficial da 18ª edição da MPU. A mesa de abertura do evento foi composta pela reitora Cleuza Maria Sobral Dias, o vice-reitor Danilo Giroldo, o Prefeito municipal Alexandre Lindenmeyer e os pró-reitores Daniel Prado (Proexc), Eduardo Secchi (Propesp) e Renato Duro (Prograd).
Em sua fala, o pró-reitor de graduação, Renato Duro, citou como um marco importante o aniversário de 18 anos da MPU, ocorrendo concomitantemente ao cinquentenário da FURG. Ainda na oportunidade, reiterou os números referentes aos trabalhos, oficinas e eventos ligados à mostra, os quais são de extrema importância para o sucesso deste que é um dos mais importantes eventos da instituição. “Embora o momento seja muito complexo, recebemos um número muito grande de trabalhos de cultura, pesquisa, extensão, de iniciação científica, de graduação e pós-graduação. Teremos estudantes vindo de todos os campi da universidade, enfim, uma riqueza de saberes”, pontuou Renato.
A Homenagem
Desde 2005, a MPU destaca, em rodízio, as áreas de pesquisa, ensino e extensão. Em 2019, com o tema “Aprender, ensinar, transformar: 50 anos de universidade”, a mostra volta-se para o campo do ensino, para homenagear o trabalho de professores e técnico-administrativos, reconhecidos por sua determinação e entrega à FURG, auxiliando a construir uma base sólida para o ensino superior gratuito e de qualidade no país. Portanto, durante a abertura, prestou-se uma homenagem para a professora Cristina Maria Loyola Zardo, que atuou na instituição por 30 anos, dividindo seus trabalhos entre o ICB e a gestão administrativa, da qual destacam-se seus esforços junto à Prograd.
Em seu discurso, Cristina, emocionada, relata sua surpresa e extrema felicidade ao ter sido comunicada de sua homenagem. “Foi uma surpresa cheia de relatos tocantes de todos os colegas que estavam presentes naquele momento. A professora Cleuza ressaltou a minha relevância para o ensino na instituição e os demais depoimentos me fizeram perpassar outros momentos significativos de minha trajetória na FURG”, comentou.
A professora foi parte importante da Pró-reitoria de Graduação na época de implementação das pautas referentes ao Reuni, como a aprovação de novos cursos e pela qualificação dos projetos pedagógicos. “Geralmente vinham as excelentes notícias de projetos aprovados e o frenesi da sua implementação. Foram aprovados os programas como: Incluir, Prodocência, Pibid, Pet Saúde, Life, PLI – Licenciaturas Internacionais, Novos Talentos, Parfor, Educação a Distância, Pronacampo e outros”, completou Cristina.
Ao fim de sua manifestação, a homenageada ressaltou seu trabalho junto a implantação do Laboratório de Ensino e Prática Docente – LEPD, sua “menina dos olhos”, como colocou em suas palavras, e, ainda, despediu-se de seus colegas e ex-alunos, os quais, segundo Cristina, sempre acreditaram na educação como alternativa positiva para o futuro do país.
Manifesto a favor da educação
Em seguida, dando prosseguimento à cerimônia, foram convidados ao palco representantes do Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e Indígenas, Coletivo Macanudos, Coletivo Quilombola e o Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra do Rio Grande, os quais realizaram a leitura do manifesto do Observatório Interinstitucional das Ações Afirmativas das Instituições Federais de Ensino - Região Sul. O documento tem como tema principal a defesa dos direitos adquiridos no campo das ações afirmativas, bem como, ainda em tempo, se posiciona contrário à adesão ao programa Future-se.
“Neste momento, é importante registrar que as maiores conquistas desses últimos anos, se traduzem através da efetiva garantia de que a educação é direito do povo e dever do estado”, relatou um dos estudantes presentes no ato.
Encerramento
Aproximando-se do final da cerimônia, a palavra voltou para a mesa, da qual o primeiro a se manifestar foi o prefeito da Cidade do Rio Grande, Alexandre Lindenmeyer. Na oportunidade, o político discorreu sobre o apoio histórico firmado entre a prefeitura municipal e a universidade, e, também, aproveitou para ressaltar a importância da MPU como uma forma de mostrar para o público em geral aquilo que é produzido dentro da universidade e como esse conhecimento gerado por influenciar e beneficiar a sociedade como um todo. “É uma maneira de dar ênfase à universidade pública, aquilo que ela representa, o que ela produz em todas as áreas do conhecimento e consequentemente sua permanência enquanto universidade não só do município, mas do país”, concluiu.
Em seguida, a reitora Cleuza Maria Sobral Dias comentou sobre sua felicidade em poder entregar, mais uma vez, um evento do porte da MPU, e destacou a importância do ensino como base para todas as demais atividades realizadas dentro de uma universidade. “O ensino é a nossa maior razão de ser da universidade. A pesquisa e a extensão têm uma função da produção do conhecimento que, de alguma forma, também alimenta o ensino para que este esteja cada vez mais qualificado”, apontou a reitora.
Ao fim de sua fala, a professora ressaltou o grande número de atividades sendo desenvolvidas na universidade em 2019, e o quanto cada uma dessas atividades é de extrema importância para o contexto em que vivemos, no qual, cada chance de mostrar o valor da educação e aquilo que se produz dentro da universidade vale a pena. “Essas ações trazem e fortalecem o pensamento da nossa instituição, de seu projeto político pedagógico, que consiste em ser uma universidade mais inclusiva, que respeita as diferenças e diversidades”, aponta e conclui a reitora “É um caminho em construção, tenho dito sempre, esse pensamento se constrói todo dia, e por isso precisamos trabalhar mantendo essa ideia, e sempre divulgando aquilo que pensamos sobre uma universidade que é inclusiva em um contexto em que a educação superior gratuita e de qualidade está em perigo”.
Mesa redonda “Aprender, ensinar, transformar: a trajetória de mulheres professoras compondo os 50 anos da FURG”
Após a cerimônia de abertura, deu-se início à mesa redonda, um espaço de debate entre mulheres professores no tocante a trajetória de mulheres docentes na história dos 50 anos da universidade. O evento contou com a participação das professoras Dinalva Sales, Simone Freire, Cristina Zardo e Janaína Lapuente, com mediação do professor Renato Duro. Na oportunidade, as professoras compartilharam detalhes de sua trajetória, suas motivações e conquistas, bem como, compartilharam, também, diversos momentos partilhados junto à FURG. A conversa promoveu um importante espaço de troca de conhecimentos, também, no que tange ferramentas de propagação e divulgação do ensino.
A MPU
“Ensinar envolve aprender e envolve transformar. O que a gente queria contemplar era essa complexidade que é o processo de ensino. E o tema dá conta do ensino, da pesquisa e da extensão. A transformação se dá na produção do conhecimento, mas também na interação com a comunidade, que marca a extensão”, explica Simone Anadon, coordenadora da MPU, sobre a edição que celebra o cinquentenário da FURG. Organizada pelas pró-reitorias de Graduação, de Extensão e Cultura e de Pesquisa e Pós-graduação, a mostra envolve toda a universidade, em seus mais diferentes setores.
Programação
A tarde e a noite de hoje, 7, serão dedicadas a apresentações de trabalhos nos diversos eventos que compõem a Mostra, e à realização de oficinas. Na terça-feira, 8, todo o dia será dedicado às apresentações e oficinas, o que também acontece na quarta pela manhã e pela tarde. Entre os eventos, a Mostra contempla:
- O 18º Congresso de Iniciação Científica;
- O 22º Seminário de Extensão;
- O 21º Encontro de Pós-graduação;
- O 14º Seminário de Ensino;
- O 6º Simpósio de Cultura;
- O 2º Salão de Indissociabilidade;
No total, são 1863 trabalhos, que serão apresentados em cerca de 30 salas de aula a cada turno da MPU. O pavilhão 4 será dedicado às oficinas. Além do Campus Carreiros, em que se concentram a maior parte das atividades, oficinas também ocorrerão nos campi fora de sede e nos polos EAD. O Salão de Indissociabilidade, que reúne trabalhos desenvolvidos por estudantes, por técnicos e por docentes, será na Sead e terá transmissão para os polos.
Na sala 1104 haverá a apresentação permanente do Programa de Educação Tutorial (PET), do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência e ainda da mobilidade acadêmica.
Na quarta-feira, último dia de MPU, o encerramento terá um tributo a Tim Maia, com o músico Vagnotreta, às 19h no Cidec-Sul. Assim como todas as demais atividades da MPU, a entrada é franca.