Uma docente do Curso de Letras Português/Espanhol, do Instituto de Letras e Artes da Universidade Federal do Rio Grande (ILA/FURG), decidiu incluir um diferencial nas aulas de gramática do espanhol, tornando-as mais atrativas para os estudantes e evitando a evasão. Para dinamizar as aulas, Daniele Corbetta Piletti resolveu colocar os estudantes para cozinhar na aula de língua.
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A atividade faz com que os conteúdos lexicais, gramaticais e culturais sejam aprendidos de forma conjunta, divertida e espontânea. Para a docente, os estudantes aprendem mais, porque participam mais. "Ao trabalhar os verbos em Imperativo, por exemplo, eles fazem receitas de culinária em aula. Aprendem a usar o tempo verbal dando as instruções das receitas, exercitam e aumentam seu vocabulário com os nomes dos ingredientes em espanhol, descobrem de forma lúdica traços de identidade cultural de diferentes países de fala hispânica", explica Daniele.
A ideia surgiu a partir do hobby de Daniela por cozinhar. Na aula em questão, os estudantes aprenderam, fizeram e degustaram pratos da Espanha (Gazpacho), do México (Guacamole) e da Argentina (Choripán, com chimichurri y vinagreta). "Através de aulas interculturais é possível perceber as identidades culturais compartilhadas com países fronteiriço do RS, como é o caso do Choripán, e as diferenças culturais advindas de outros, como o uso do abacate servido em um prato salgado, como o Guacamole, além do Gazpacho andaluz, que é uma sopa de tomates, que se toma fria", destaca.
Para a professora, essas experiências reais de uso da língua permitem que os estudantes desenvolvam o aprendizado muito mais do que no ambiente formal de ensino. "Atividades prazerosas em sala de aula tornam a aprendizagem mais eficaz, estimulam a curiosidade dos estudantes e, consequentemente, aumentam seu desempenho acadêmico", analisa.