Nesta quarta-feira, 15, a partir das 19h, a página da Diretoria de Arte e Cultura (DAC) no Facebook receberá mais uma edição da ação “Fresta Conversa”. No encontro, serão debatidas as videoperformances apresentadas por Luanda Patrícia Francisco e Martha Gofre na Fresta – Mostra Audiovisual.
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Luanda é artista, cineasta e umbandista. Doutoranda em Artes na Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestre em Artes pela Escola de Comunicação e Artes da USP e bacharel em Artes UFRGS. Cineasta com registro profissional em direção cinematográfica, realizando em sua filmografia longas, médias e curtas-metragens. Luanda também é fundadora do Ateliê Terreiro. Trata da cultura afro-indígena brasileira a partir do trauma da escravidão, abordando estudos afro-indígenas brasileiros que se desenvolvem nos processos decolonial e do sagrado de matriz afro-indígena, de modo a conjugar arte, espiritualidade e política na perspectiva das relações étnico-raciais no Brasil. Nesse contexto, adota o nome Luanda, pois elabora as obras em coautoria com entidades espirituais afro-brasileiras.
Martha é artista visual, possui graduação em Artes Visuais - Escultura pela Universidade Federal de Pelotas, especialização em Linguagem Plástica Contemporânea pela Universidade do Estado de Santa Catarina, mestrado em Poéticas Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutorado em Poéticas Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Desde 2006 é professora no Curso de Bacharelado em Artes Visuais, na Universidade Federal de Pelotas, na área de escultura e processos criativos. Em sua produção encontram-se principalmente instalações, objetos para o corpo e vídeos.
Serão exibidas as videoperformances:
“Sopro”, de Luanda Francisco. Ação apresentada em 2017 como um ritual para libertar escravizados Temos a ação de soprar o sal para misturar com a areia, um fragmento do rosto aparece na imagem como uma dada ‘’paisagem’’, assim como o sopro pode fazer o papel do ‘’vento’’, criando a mistura da areia com o sal numa perspectiva de representação do mar, onde a morte habitua a água. O mar que lembra a beleza e dor das pessoas que atravessaram o Oceano Atlântico e foram escravizadas.
“Vazante”, de Martha Gomes de Freitas. Ação apresentada em 2019, Vazante é uma articulação de imagens que são tomadas como permeáveis. O corpo em sua respiração, a água em sua ondulação e rebentação, ambientes e móveis domésticos com seus usos revistos por outros modos de ocupá-los, ativá-los, mobiliários urbanos realocados pelas relações que o vídeo propõe em sua montagem. Tensões possíveis através de transparências, justaposições e sobreposições, bem como, por um áudio constante que ora reafirma uma certa materialidade, ora põe em cheque as propriedades do que ali aparece.