Nesta quarta-feira, 8, a partir das 19h, a página da Diretoria de Arte e Cultura (DAC) no Facebook receberá mais uma edição da ação “Fresta Conversa”. No encontro, serão debatidas as produções audiovisuais apresentadas por Luz X e Crine Fiúza na 4ª edição da Fresta – Mostra Audiovisual da FURG.
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Carine Fiúza é diretora, produtora e fotógrafa. Iniciou sua carreira no audiovisual com a fotografia e atualmente roteiriza e dirige projetos de cinema experimental, documentário e ficção. Entre suas realizações estão Odò Pupa, lugar de resistência (Doc, 2018, Canal Futura), Ando feito nuvem tempestiva (Exp, 2018), e Yá, me conte histórias (Exp, 2020). Mestranda em Comunicação e graduada em Rádio e Tv pela Universidade Federal da Paraíba, é integrante da União de Mulheres do Audiovisual Paraibano (UMA-PB) e a Associação de Profissionais Negros do Audiovisual (APAN). No campo acadêmico desenvolve pesquisas sobre Cinema Negro e Relações Étnico-raciais no audiovisual brasileiro e na diáspora.
Serão exibidos os curtas:
“TRANSacralidade”, de Luz X e Lico Cardoso. São Paulo/SP, 2019. Sinopse: É a cidade. É a Maldade. É uma corpa em busca de afetividade. É um sistema que invisibiliza, impiedade. São as corpas que resiste a essa sociedade. Luta por novos roteiros de vida dentro das cidades. Não é questão de vaidade. É em busca de igualdade. Levando em consideração nossas particularidades. Sem deixar que ódio vença e assim realce nossa TRANSacralidade. Essa performance foi desenvolvida através do conceito de TRANSacralidade, que é a cosmovisão que possibilita enxergar as corpas das pessoas trans e travestis como sagradas e assim como possíveis fontes de cuidados, afetos, oportunidades. No país que mais mata pessoas trans e travestis. Nesse trabalho falo sobre cuidar e deixar ser cuidada, em uma perspectiva ancestral e contemporânea.
“Ando feito nuvem tempestiva querendo chover”, de Carine Fiúza. João Pessoa/PB, 2019. Sinopse: Como nuvem levada pelo vento, sempre em curso, carrega em si a leveza do ar e a força de Iansã. É capaz de lavar a terra e revolver os mares. Uma mulher negra é vento, é nuvem, é tempestade e revolução.