O Navio de Pesquisa Hidroceanográfico Vital de Oliveira partiu de Rio Grande nesta semana para a realização da campanha oceanográfica Probioma 2026, uma expedição científica multidisciplinar que irá percorrer a margem continental sul-sudeste do Brasil e a Cadeia Vitória–Trindade ao longo de aproximadamente 35 dias. O retorno ao porto de Rio Grande está previsto para 14 de julho.
A campanha integra ações dos projetos Processos Oceanográficos e Biogeoquímicos associados ao Ciclo do Carbono Marinho no entorno da Cordilheira Submarina Vitória Trindade (Probioma-II), Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Biodiversidade da Amazônia Azul (INCT-BAA) e Rede Nacional de Observação e Monitoramento Oceânico (INCT-Renomo), todos coordenados pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG), com destaque para a atuação do Grupo de Oceanografia de Altas Latitudes (Goal).
A expedição reúne uma comissão científica formada por 22 pesquisadores, entre estudantes de graduação, mestrandos, doutorandos, pós-doutorados e técnicos. A maior parte da equipe é vinculada à FURG, contando também com participantes de outras instituições brasileiras, como Universidade de São Paulo (USP) e as universidades federais Fluminense (UFF), da Bahia (UFBA), do Rio Grande do Norte (UFRN) e de Pelotas (UFPel), fortalecendo a integração científica nacional em torno da pesquisa oceanográfica.
A expedição
O principal objetivo da expedição é investigar processos oceanográficos, biogeoquímicos e ecológicos associados ao ciclo do carbono marinho, à acidificação dos oceanos, à biodiversidade microbiana e às propriedades bio-óticas do Atlântico Sul. A região da Cadeia Vitória–Trindade é considerada estratégica para compreender as interações entre circulação oceânica, produtividade biológica e trocas de dióxido de carbono entre oceano e atmosfera.
Durante a campanha, serão realizadas medições contínuas de parâmetros físicos, químicos e biológicos da água do mar, incluindo temperatura, salinidade, concentração de CO2, biomassa de fitoplâncton (microalgas) e propriedades ópticas do oceano. Também estão previstas estações oceanográficas diárias para coleta de amostras de água e análises relacionadas ao sistema carbonato, nutrientes, fitoplâncton e comunidades microbianas.
Outro destaque da expedição é o monitoramento visual contínuo de cetáceos e aves marinhas, realizado por observadores embarcados ao longo de toda a derrota do navio.
A campanha Probioma 2026 contribuirá para a geração de dados inéditos sobre o oceano brasileiro, fortalecendo iniciativas de monitoramento de longo prazo e ampliando o conhecimento científico sobre a Amazônia Azul e as mudanças ambientais no Atlântico Sul.
Acompanhe a expedição e os bastidores da campanha nas redes sociais dos projetos e laboratórios participantes: @leocfurg, @labfitofurg, @ecomegafurg, @bio_amazonia_azul, @inct.renomo e @projmares.