Com influência do rock progressivo e do blues, aliada a fortes doses de psicodelia, a Rota Celeste é a grande atração da próxima edição da Quinta Cultural da FURG. As bandas Mvsgo e Karmoniak abrem a noite no Cidec-Sul, mostrando a força do metal extremo - e a presença feminina - que caracteriza boa parte da nova geração do rock feito em Rio Grande. O evento acontece no dia 18 de junho, a partir das 17h. A entrada é gratuita.
O projeto da Diretoria de Arte e Cultura (DAC/Proexc) traz uma atração extra nesta edição. Uma feira multicultural vai reunir, no saguão do Cidec, quase duas dúzias de expositores com brechó, discos de vinil, livros, fanzines, aromas e muito artesanato.
No palco, a noite terá início com a apresentação da Karmoniak, banda formada em 2023 e que conta na formação com Deivid Rael (vocal), Joice Bittencourt (guitarra), Laura Laco (baixo) e Maisson Alves (bateria). Sob um som pesado e com muita personalidade, as letras falam sobre problemas sociais, crises climáticas e saúde mental.
O death doom da Mvsgo é a atração seguinte, sendo formado por Kamilla Queiroz (vocal), Cauã Santos (guitarra), Leo (baixo) e Fernando Giacobbo (bateria). Com a voz potente da vocalista, o quarteto já fez shows em Porto Alegre e Pelotas e vem conquistando fãs em todo o sul com sua sonoridade densa e sombria.
A Rota Celeste é formada pelos irmãos Mauro Atkinson (vocal e guitarra) e Thales Atkinson (vocal e baixo), além de Franco Faroli (guitarra) e Rodrigo Costa Fredo (bateria). A banda lançou no ano passado o seu álbum de estreia, Há de Ser, e apresenta uma mistura irresistível de prog, hard e space rock.
A noite no Cidec terá também a presença do DJ Halal antes e depois dos shows.
O evento tem novamente o apoio do Dark Cave Estúdio.
Palmares Vive!
Ainda na programação da Quinta Cultural, a DAC e a Secretaria de Ações Afirmativas, Inclusão e Diversidades (Secaid) trazem ao Cidec a exposição “Palmares Vive!”. O projeto itinerante do Museu Antropológico (Musa), instituição da Secretaria da Cultura (Sedac), tematiza sobre histórias, pertencimentos, territorialidades, lutas e resistências negras no Rio Grande do Sul. São fotografias, imagens e textos sobre as comunidades quilombolas, rurais e urbanas, clubes sociais negros e movimentos de arte negra periférica e urbana. É contada a história dos ativismos negros, desde o final do século 19, além da contribuição das lideranças na instituição do 20 de novembro como data da Consciência Negra.
A abertura será no dia 18, às 17h30, também no Cidec, onde o Ponto de Cultura Instituto Filhos de Araunda também irá fazer uma apresentação especial. Mais cedo no mesmo dia, às 15h30, a equipe do Musa realizará uma oficina de educação museal e monitoria voltada a educadores sociais, professores e alunos. A atividade conta como horas de extensão com certificado da Secaid da FURG.